quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Da garra

Eu queria ter visto Argentina x Uruguai. Mas a TV só passou o jogo do Brasil.

Contudo, embora o primeiro tempo tenha sido um saco, o segundo valeu a pena. Depois da expulsão do Miranda o jogo melhorou muito. Mostrou uma seleção que realmente dá gosto de ver. Não só pelo futebol ou pela técnica dos jogadores, mas principalmente pelo empenho, pela vontade de vencer, pela confiança mesmo em um dia onde tudo dava dando errado. Tudo bem que era a Venezuela...

Kaká é o melhor do mundo na atualidade. Talvez não seja tão insidioso como Messi (no Barcelona) nem tão habilidoso quanto Cristiano Ronaldo, mas na sua dedicação à vitória carrega as equipes em que joga, buscando o gol a todo tempo, lutando pela equipe. Além da bola que joga regularmente e de sua enorme técnica, Kaká é um jogador de equipe e por isso um líder em campo. É o jogador mais decisivo do mundo. Quando joga ao lado de outros como Lúcio, Maicon, Júlio César e Luís Fabiano – que contagiam com o empenho e técnica – fica difícil de perder.

Dunga tem responsabilidade nisso. Montou uma equipe de garra. Mas contrariando o pensamento geral, prefiro Maradona. Apesar de não saber armar o time, ele não merecia carregar nas costas mais o peso de não classificar a seleção para a Copa. Merecia se classificar por tudo o que representa para o futebol, tanto no que se refere às quatro linhas, quanto na importância de suas posições pessoais e políticas que assume sendo humano em um mundo pasteurizado pelo fetiche dos mercados da bola e do capital.

Estou muito contente que a Argentina vá à Copa. E também torço pelo Uruguai na repescagem, que tem uma excelente equipe não pode ficar de fora.

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